terça-feira, 8 de junho de 2010

Mudanças de posicionamento

O crescimento das rádios comunitárias no Brasil resultaram em algumas mudanças no perfil das rádios. Estas deixaram de ser uma iniciativa de jovens amantes da tecnologia, se expandiram por todo o território brasileiro, se vincularam aos movimentos sociais e culturais populares, o que resultou no aparecimento de emissoras financiadas e promovidas por políticos, comerciantes e religiões evangélicas. Esses tipos passaram a constituir a maioria das emissoras.

Além da natureza e das modificações nas propostas das rádios, passam a existir questões referentes à condução política e cultural que representam problemas para o movimento de democratização da comunicação, pois há uma ampliação dos interesses comerciais na radiodifusão e o fortalecimento da sua utilização pelos políticos. Do outro lado estão as emissoras organizadas pelos movimentos sociais e culturais populares.

No universo das 15 mil emissoras FMs comunitárias que atuam no Brasil, fica difícil precisar o número de emissoras organizadas de fato por movimentos sociais e culturais populares, mas segundo uma pesquisa de Catarina Oliveira autora do livro “Escuta Sonora”, que discute as questões das rádios comunitárias, é notório que esse número é reduzido em relação às emissoras comunitárias organizadas por políticos e pequenos empresários.

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