Nós da Estação Roquette encaramos a rua e realizamos uma enquete no bairro do Nordeste de Amaralina sobre a Rádio Nordeste Comunicações, a única rádio poste espalhada no local. Conseguimos entrevistar 23 moradores que passavam próximas a um poste da rádio.
A ENQUETE FOI.
Você escuta e gosta da rádio Nordeste Comunicações?
( )sim ( )não
Do que mais gosta de escutar?
( ) noticias do bairro
( ) recados de amor e aniversários
( ) noticias em geral
( ) só das musica
As pessoas que entrevistamos escutam a rádio enquanto aguardam o coletivo. Sendo que 18 afirmam gostar só das musicas, 7 das notícias em geral, 3 dos recados de aniversário, 4 gostam das notícias do bairro.
Enquete feita em 4 de junho.
terça-feira, 15 de junho de 2010
segunda-feira, 14 de junho de 2010
Conhecendo uma Rádio Online

A Rádio Online pode transmitir programas de áudio ao vivo ou por meio de gravação. para o seu funconamento é necessário a conexão com internet e da tecnologia stremng (pacote na rede que dissemina informações multimídia), no qual as rádios comuns utilizam o meio para difundir seus programas e possibilitar o sonhado long alcance.
É caro?
O investimento de uma Rádio Web é mais barato que das Rádios Tradicionais, porêm todos os programas músicais precisam pagar os direits autorais das musicas utilizadas.
Como se transmiti a rádio?
a realização de transmissão de áudio pela internet, acontece por meio de um servidor que codifica o que está sendo transmitido aos usuários. O sistema mais utilizado para trabalhar com a tecnologia stremng é o ShoutCast.
Conheça passo a passo e faça sua rádio.
Divirta-se!
quinta-feira, 10 de junho de 2010
Comunitária X Alternativa

Segundo Manoel Ávila, no período em que Antonio Imbassahy governou o estado da Bahia, ouve uma perseguição às Rádios Poste comunitária. Para sobreviver as rádios de freqüência modulada (LM) tiveram que se denominar Rádio Alternativa, ou seriam submetidas as mesmas regras das rádios comunitárias (FM), ou seja, deveriam atuar sem fins lucrativos, o que foge da realidade das Rádios LM mantidas por anúncios publicitários. “Na época de Imbassahy queriam dificultar para fechar as rádios LM, fazendo valer a mesma lei imposta a FM. Em assembléia diferenciamos o nome, apesar de ter um mesmo conceito com serviço de alto-falante, somos considerados como rádio comunitária, sendo a única diferença o meio de freqüência”, explica.
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A burocracia para ser comunitária
Na cidade de Salvador as Rádios Comunitárias de freqüência modulada não passam de quatro, são elas Rádio Maré FM (Paripe), Rádio Cajazeiras (Cajazeira), Rádio 88 (Vale das Pedrinhas) e Rádio Farol (Mussurunga). Segundo Manoel Ávila, presidente da Associação de radiodifusão Comunitárias e Alternativas da Bahia (Arcoba), a Lei 9.612 criada em 1998 para regulamentar as Rádios Comunitárias, foi feita para que não desce certo, já que os requisitos para esse serviço são extremamente burocráticos.
Para Manoel as implicações causadas pela Lei 9.612 só desestimulam a criação de novas rádios, o que leva a criação de rádios clandestinas. Relata ainda que a Anatel não possibilita a existência de mais Rádios Comunitárias, pois acham quatro emissoras o suficiente para uma cidade que possui 324,5 quilômetros quadrados e o Ministério das Comunicações delimita que uma Rádio Comunitária (FM) só pode atingir um raio de um quilometro sendo de baixa freqüência (25 Watts).
Como alternativa para driblar as restrições e possibilitar uma democratização da comunicação ele aponta as novas tecnologias que auxiliam na expansão das rádios. “A vida é uma dinâmica, vão surgindo outras possibilidades que é a questão da rádio web e também a rádio online, a internet gratuita será uma grande ajuda para avançarmos”.
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Rádio Comunitária
terça-feira, 8 de junho de 2010
Características das Rádios Comunitárias
O serviço de Radiodifusão Comunitária opera em uma cobertura restrita a um raio de 1 km, em freqüência modulada (FM), de baixa potência (25 watts) a partir da antena transmissora. Criado pela lei 9.612, de 1998, regulamentada pelo decreto 2.615 do mesmo ano, a radiodifusão sonora comunitária pode ser explorada somente por associações e fundações comunitárias sem fins lucrativos, com sede na localidade da prestação de serviço.As estações de rádio comunitárias devem ter uma programação pluralista, sem qualquer tipo de censura, e devem ser abertas à expressão de todos os habitantes da região atendida. A programação diária de uma rádio comunitária deve conter informação, lazer, manifestações culturais, artísticas e folclóricas e tudo aquilo que possa contribuir para o desenvolvimento da comunidade, sem discriminação de raça, religião, sexo, convicções político-partidárias e condições sociais.
A programação deve respeitar sempre valores éticos e sociais da pessoa e família, prestar serviços de utilidade pública e contribuir para o aperfeiçoamento profissional nas áreas de atuação dos jornalistas e radialistas. Além disso, qualquer cidadão da comunidade beneficiada terá o direito de emitir opiniões sobre quaisquer assuntos abordados na programação da emissora, bem como manifestar idéias, propostas, sugestões, reclamações ou reinvidicações.
*Informações do Ministério das Comunicações
Mudanças de posicionamento
O crescime
nto das rádios comunitárias no Brasil resultaram em algumas mudanças no perfil das rádios. Estas deixaram de ser uma iniciativa de jovens amantes da tecnologia, se expandiram por todo o território brasileiro, se vincularam aos movimentos sociais e culturais populares, o que resultou no aparecimento de emissoras financiadas e promovidas por políticos, comerciantes e religiões evangélicas. Esses tipos passaram a constituir a maioria das emissoras.
Além da natureza e das modificações nas propostas das rádios, passam a existir questões referentes à condução política e cultural que representam problemas para o movimento de democratização da comunicação, pois há uma ampliação dos interesses comerciais na radiodifusão e o fortalecimento da sua utilização pelos políticos. Do outro lado estão as emissoras organizadas pelos movimentos sociais e culturais populares.
No universo das 15 mil emissoras FMs comunitárias que atuam no Brasil, fica difícil precisar o número de emissoras organizadas de fato por movimentos sociais e culturais populares, mas segundo uma pesquisa de Catarina Oliveira autora do livro “Escuta Sonora”, que discute as questões das rádios comunitárias, é notório que esse número é reduzido em relação às emissoras comunitárias organizadas por políticos e pequenos empresários.
nto das rádios comunitárias no Brasil resultaram em algumas mudanças no perfil das rádios. Estas deixaram de ser uma iniciativa de jovens amantes da tecnologia, se expandiram por todo o território brasileiro, se vincularam aos movimentos sociais e culturais populares, o que resultou no aparecimento de emissoras financiadas e promovidas por políticos, comerciantes e religiões evangélicas. Esses tipos passaram a constituir a maioria das emissoras.Além da natureza e das modificações nas propostas das rádios, passam a existir questões referentes à condução política e cultural que representam problemas para o movimento de democratização da comunicação, pois há uma ampliação dos interesses comerciais na radiodifusão e o fortalecimento da sua utilização pelos políticos. Do outro lado estão as emissoras organizadas pelos movimentos sociais e culturais populares.
No universo das 15 mil emissoras FMs comunitárias que atuam no Brasil, fica difícil precisar o número de emissoras organizadas de fato por movimentos sociais e culturais populares, mas segundo uma pesquisa de Catarina Oliveira autora do livro “Escuta Sonora”, que discute as questões das rádios comunitárias, é notório que esse número é reduzido em relação às emissoras comunitárias organizadas por políticos e pequenos empresários.
O Surgimento das Rádios Comunitárias

Segundo Catarina Oliveira, no livro "Escuta Sonora", as primeiras rádios clandestinas surgiram no início do século XX, se espalhando pela Europa a partir dos anos 70 e chegando ao Brasil nos anos 80 e 90, tendo como exploradores tanto militares políticos quanto movimentos de oposição. Era forte a participação dessas rádios nos processos de oposição política e nas mobilizações sindicais, o que abriu espaço para uma proposta política com ênfase nas expressões culturais plurais, de movimentos sociais e culturais populares.
No Brasil, até a década de 80, o uso clandestino de rádio era fruto de iniciativas individuais com uma tonalidade de crítica ao monopólio da comunicação. A princípio todas as práticas eram vivenciadas por jovens amantes da tecnologia e predominava na programação das rádios o senso de ironia. Logo começaram a surgir experiências isoladas de rádios livres, que depois passou a ser chamada de comunitária, organizadas por sindicatos e por segmentos do movimento popular nos bairros de periferia.
Em 1995, o movimento de rádios livres que se organizava no Brasil já iniciava a sua integração no processo de democratização da comunicação. A princípio restrito a jornalistas, o movimento ganha projeção após a ampliação do movimento de rádios livres que deu origem em 1996, à criação da Associação Brasileira de Rádios Comunitárias (ABRACO). Nesse momento, foi assumida a denominação Rádios Livres e Comunitárias durante o primeiro encontros das rádios livres que atuavam como experiências que aconteciam de forma isolada. As rádios comunitárias foram definidas pela ABRACO, como aquelas que operam sem fins lucrativos, com gestão pública e uma programação plural.
No Brasil, até a década de 80, o uso clandestino de rádio era fruto de iniciativas individuais com uma tonalidade de crítica ao monopólio da comunicação. A princípio todas as práticas eram vivenciadas por jovens amantes da tecnologia e predominava na programação das rádios o senso de ironia. Logo começaram a surgir experiências isoladas de rádios livres, que depois passou a ser chamada de comunitária, organizadas por sindicatos e por segmentos do movimento popular nos bairros de periferia.
Em 1995, o movimento de rádios livres que se organizava no Brasil já iniciava a sua integração no processo de democratização da comunicação. A princípio restrito a jornalistas, o movimento ganha projeção após a ampliação do movimento de rádios livres que deu origem em 1996, à criação da Associação Brasileira de Rádios Comunitárias (ABRACO). Nesse momento, foi assumida a denominação Rádios Livres e Comunitárias durante o primeiro encontros das rádios livres que atuavam como experiências que aconteciam de forma isolada. As rádios comunitárias foram definidas pela ABRACO, como aquelas que operam sem fins lucrativos, com gestão pública e uma programação plural.
terça-feira, 25 de maio de 2010
O início

Edgard Roquette Pinto (foto) é considerado o "pai da rádiodifusão" no Brasil. Ele e Henrique Morize fundaram, em 20 de abril de 1923, a primeira estação de rádio brasileira: Rádio Sociedade do Rio de Janeiro.
Nesse primeiro momento surgem os termos "rádio sociedade" e "rádio clube", porque os ouvintes são associados e contribuem com mensalidades para a manutenção da emissora.
Segundo o texto 'A TV Pública', de Laurindo L. Leal Filho, as primeiras rádios brasileiras seguiram com um estilo europeu, com programas de ópera e palestras até a década de 30. A partir daí as rádios foram utilizadas para fins comerciais partidários, tornando-se um instrumento de barganha política. Com isso as rádios comunitárias surgiram para questionar sobre a Democratização da Comunicação no país.
Houve perseguições no período da ditadura, mas elas continuam vivas. Agora basta saber se as rádios comunitárias são livres para divulgar informações que dizem respeito às populações locais. Se para sobreviver é necessário seguir o modelo comercial, explorando o lado publicitário, ou se agem de forma política e cultural.
Nesse primeiro momento surgem os termos "rádio sociedade" e "rádio clube", porque os ouvintes são associados e contribuem com mensalidades para a manutenção da emissora.
Segundo o texto 'A TV Pública', de Laurindo L. Leal Filho, as primeiras rádios brasileiras seguiram com um estilo europeu, com programas de ópera e palestras até a década de 30. A partir daí as rádios foram utilizadas para fins comerciais partidários, tornando-se um instrumento de barganha política. Com isso as rádios comunitárias surgiram para questionar sobre a Democratização da Comunicação no país.
Houve perseguições no período da ditadura, mas elas continuam vivas. Agora basta saber se as rádios comunitárias são livres para divulgar informações que dizem respeito às populações locais. Se para sobreviver é necessário seguir o modelo comercial, explorando o lado publicitário, ou se agem de forma política e cultural.
quarta-feira, 19 de maio de 2010
Inauguração
Este blog tem a proposta de levar a historia do rádio brasileiro e seu contexto na sociedade. Buscamos mesclar as informações de décadas atrás, com o mundo contemporâneo das rádios comunitárias, alternativas e públicas que prestam serviços sociais na cidade de Salvador.
Vamos interagir com reportagens, curiosidades e entretenimento...
Prepare-se para fazer parte desta liga.

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