terça-feira, 8 de junho de 2010

O Surgimento das Rádios Comunitárias


Segundo Catarina Oliveira, no livro "Escuta Sonora", as primeiras rádios clandestinas surgiram no início do século XX, se espalhando pela Europa a partir dos anos 70 e chegando ao Brasil nos anos 80 e 90, tendo como exploradores tanto militares políticos quanto movimentos de oposição. Era forte a participação dessas rádios nos processos de oposição política e nas mobilizações sindicais, o que abriu espaço para uma proposta política com ênfase nas expressões culturais plurais, de movimentos sociais e culturais populares.

No Brasil, até a década de 80, o uso clandestino de rádio era fruto de iniciativas individuais com uma tonalidade de crítica ao monopólio da comunicação. A princípio todas as práticas eram vivenciadas por jovens amantes da tecnologia e predominava na programação das rádios o senso de ironia. Logo começaram a surgir experiências isoladas de rádios livres, que depois passou a ser chamada de comunitária, organizadas por sindicatos e por segmentos do movimento popular nos bairros de periferia.

Em 1995, o movimento de rádios livres que se organizava no Brasil já iniciava a sua integração no processo de democratização da comunicação. A princípio restrito a jornalistas, o movimento ganha projeção após a ampliação do movimento de rádios livres que deu origem em 1996, à criação da Associação Brasileira de Rádios Comunitárias (ABRACO). Nesse momento, foi assumida a denominação Rádios Livres e Comunitárias durante o primeiro encontros das rádios livres que atuavam como experiências que aconteciam de forma isolada. As rádios comunitárias foram definidas pela ABRACO, como aquelas que operam sem fins lucrativos, com gestão pública e uma programação plural.

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